“Fuga de cérebros” do Brasil para os EUA cresceu desde a crise de 2015

Dentre as pessoas questionadas, 95% não querem voltar ao Brasil nos próximos três anos. Os motivos seriam a violência e a corrupção

O número de vistos de imigração emitidos para brasileiros que querem morar nos Estados Unidos cresceu 74% de 2015 (2.478) a 2018 (4.300), segundo dados do Departamento de Estado Americano.
Um estudo feito pela JBJ Partners, empresa especializada em expatriação, revelou que, nos últimos quatro anos, a migração de pessoas com formação superior ou pós-graduação do Brasil para os Estados Unidos passou de 83% do total para 93%, intensificando a chamada “fuga de cérebros”.
De acordo com a JBJ Partners, tem crescido o número de famílias completas que deixam o país. Há quatro anos, 41% dos expatriados pesquisados eram casados e, destes, 63% tinham pelo menos um filho. A pesquisa apresentou que, atualmente, o percentual de expatriados casados subiu para 68% e, dentre eles, 83% são pais.
Além da questão escolar, a faixa etária dos expatriados também aumentou. Até 2013, a pesquisa mostrava que 61% dos que haviam se mudado para os Estados Unidos tinham até 29 anos. Hoje, a faixa de 30 a 49 anos – considerada a faixa mais apta a ter carreira consolidada e maior poder aquisitivo – já representa 57% do total.
Segundo Jorge Botrel, sócio da JBJ, o aumento das declarações de saída definitiva do país mostram uma “fuga de cérebros”. “A fuga de cérebros se caracteriza pelo crescimento do número de pessoas com PhD, doutorado e MBA, que saem em direção aos Estados Unidos”, disse Botrel.

Vistos americanos
Dentre as pessoas questionadas, 95% não querem voltar ao Brasil nos próximos três anos. As razões mais faladas para não voltar ao país são a violência, a instabilidade econômica e a corrupção.
Dados do Departamento de Estado Americano mostrou ainda que o número de vistos de imigração emitidos para brasileiros que querem morar nos Estados Unidos cresceu 74% de 2015 (2.478) a 2018 (4.300).

 

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