Quando um burro fala o outro abaixa a orelha, dá indenização.
Um ex-funcionário da Brasil Telecom/Oi - que atuava como assistente administrativo - moveu ação trabalhista contra sua antiga empregadora e a empresa foi condenada a repará-lo por danos morais, após testemunhas confirmarem que foi utilizada, pelo diretor jurídico, expressão humilhante ao trabalhador. Em reunião de trabalho, o diretor utilizou a expressão "enquanto um burro fala o outro abaixa as orelhas".
Publicado em 29/07/2010 às 18:08 - Atualizado em 29/07/2010 às 18:12
por Conexão América
O ofendido foi à Justiça a aproveitou para cobrar diferenças salariais por equiparação e por acúmulo de função; horas extras; domingos e feriados trabalhados; adicional noturno; horas de sobreaviso; PPR 2009; devolução dos valores indevidamente descontados; FGTS com 40% sobre os pedidos; e mais um monte de coisas, tudo com juros e correção monetária.
Enfim pediu tudo o que tinha direito e mais uma indenizaçãp pela ofensa recebida.
A juíza Luciana Krause, da 17ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, entendeu como passível de indenização a forma de tratamento vexatória dispensada por superior hierárquico ao seu subordinado.
A Brasil Telecom foi condenada a pagar ao reclamante, em valores a serem apurados em liquidação de sentença, com juros e correção monetária, vários itens citados acima autorizados os descontos previdenciários e fiscais, as seguintes parcelas: horas extras, adicional noturno e pagamento em dobro dos domingos trabalhados.
A reparação pelo dano moral foi fixada em R$ 2.000,00.
O reclamante alegou abuso, desrespeito e crueldade por parte da reclamada durante o processo de transição após a aquisição do controle pela empresa Oi.
A sentença é passível de recursos por ambas as partes.
(Com informações site jurídico www.espacovital.com.br)


